quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Saudade de Deus

 
A estranha saudade daquele encontro de todo dia, do fim de tarde, do jardim, a caminhada, a boa conversa. Uma saudade de companhia, estar ao lado. Perto. Parar e perceber que apesar de tudo... está tudo bem. 

Quando sinto saudade de Deus, sinto saudade de mim mesmo. Daquilo que me é mais natural, mais intrínseco... saudade de estar certo que vale a pena viver para sempre. 

Estar ao seu lado é para mim ter coragem, ter ânimo para viver o dia, é ter alma contente em toda e qualquer situação.

Saudade de Deus é o que eu mais detesto sentir, pois ela me desfalece. Lembro que estou morrendo longe dele. Cada momento distante de Deus é uma parte de mim que se desfaz. 

Apenas anseio por matar esta saudade num abraço sem cerimônia. Em silêncio. Esperar a calma e ter a minha vida mais perto de mim mesmo.

Se você quer ser como Jesus, tem de ser mais esperto do que a maioria dos ursos. Não basta sair pelo mundo usando óculos cor-de-rosa e desovar um Deus te abençõe no colo de cada um.

É preciso ser implacável. Você tem de ser incômodo para todos os sistemas, inclusive para o seu (porque é evidente que os sistemas, mesmo os nominalmente seculares, são todos religiosos).

Tem de abrir mão de respostas prontas e posturas estanques. Não pode mais ver a injustiça e ficar calado. Tem de pressentir a armadilha e desarmá-la. Tem de salvar o oprimido e ainda deixar o opressor numa posição publicamente e pessoalmente desconfortável. Tem de cobrir de aceitação os enjeitados e encher os certinhos de dúvidas. Tem de ser inocente como as pombas e astuto como as serpentes.

Tem de ser um herói.

Se queremos seguir Jesus para onde ele foi, o segundo passo é aprender a não fazer o que os outros esperam, e por uma boa razão.

[Paulo Brabo, em "Em 6 Passos o que faria Jesus"]

sábado, 5 de novembro de 2011

A partir das suas reações mais primárias e genuínas as crianças nos levam a lembrar de como devemos agir e ser com quem está ao nosso lado. Talvez por isso Jesus tenha deixado elas virem a ele tão livremente. Talvez por isso ele disse para sermos como elas. 
 
A seguir um vídeo de uma campanha contra a fome no mundo, mas que nos leva a refletir a respeito do "repartir o pão". O vídeo foi indicação do amigo Cacau.
 

terça-feira, 5 de julho de 2011

 
"Depois de terem cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras." Mateus 26.30

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Paradoxos

Por Brennan Manning

 Foto de Paulo Brabo

Quando tenho meus surtos de sinceridade, reconheço que sou um amontoado de paradoxos. Creio e duvido, encho-me de esperanças e fico desalentado, amo e odeio, fico mal quando devo me sentir bem, sinto-me culpado por não me sentir culpado. Confio e desconfio. Ajo com transparência e ainda assim embarco em dissimulações. Aristóteles afirmou que eu sou um animal racional; eu diria que sou um anjo com a incrível capacidade de armazenar vícios.

Viver pela graça implica reconhecer toda a história da minha vida, o lado iluminado junto com o lado obscuro. Ao admitir meu lado sombrio, aprendo sobre quem sou e sobre o que significa a graça de Deus. Como dizia Thomas Merton: “Santo não é aquele que é bom, mas o que experimenta a bondade de Deus”.