Teatro da Terra dos Palhaços
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
A uma alma

domingo, 27 de setembro de 2009

Antes de me pedir que eu mostre compaixão para com meus irmãos e irmãs no sofrimento deles, ele me pede que eu aceite a compaixão de Jesus em minha própria vida, que eu seja transformado por ela e que me torne cuidadoso e compassivo comigo mesmo em meus próprios fracassos e feridas, no meu próprio sofrimento e necessidade.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Quem tem medo do Anticristo?
O Anticristo me levou à uma passagem do livro de Gênesis em que pela primeira vez o medo surge no mundo. Após Adão e Eva comerem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, eles se percebem nus e se cobrem. Sopra, então, uma brisa. Um vento do dia que trazia os passos do Senhor Deus, o Criador. Adão e Eva tem medo e se escondem. "Ouvi teus passos no jardim e fiquei com medo, porque estava nu; por isso me escondi." Gn 3.10
Qual é seu maior medo? Pergunta o personagem do ator Willem Dafoe (Duende Verde do Homem-Aranha), que está acostumado a fazer papel de coadjuvante nos filmes e neste é o protagonista - a sua esposa, a atriz Charlotte Gainsbourg. Ela fica sem resposta.
Então, resolve perguntar - Aonde está o seu medo?
Sua resposta: no Éden.
Às vezes me questiono sobre o quanto o medo é disseminado nas igrejas evangélicas, e o quanto nós, jovens cristãos, vivemos a culpa como um combustível do nosso cristianismo. Ouvimos tanto sobre ser santos, separados e fugir do pecado. Mas aprendemos tão pouco sobre como lidar quando não resistimos e caímos, e ainda mais quando isto é recorrência.
Falta a nós aprendermos mais sobre o temor do que o medo. Mais do perdão do que a culpa. Lars Von Trier costuma falar muito de culpa em seus filmes, e no Anticristo é bem latente esta questão.
Para assistir: um clipe muito a ver com o clima do filme. Underoath - Too Bright To See Too Loud To Hear
quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Fonte: Solomon
O cineasta Lars von Trier enfrentou uma depressão enquanto rodava “Anticristo”. Ele diz que muito do que há no filme tem a ver com os fantasmas que o assombraram durante a doença.
O que faz um artista em depressão? Desiste de criar ou serve-se da crise para conceber não aquilo que previa, mas uma outra obra, que incorpore essa nova visão de mundo?
O dinamarquês Lars von Trier propôs no passado uma depuração do cinema com o Dogma 95 — uma série de “regras” para livrar o cinema dos rebuscamentos de linguagem. Seu novo filme, o terror Anticristo, que estreia neste mês no Brasil, teve o roteiro escrito no meio da crise de depressão que o cineasta sofreu há dois anos. Exímio roteirista, ele é o primeiro a admitir que, desta vez, não escreveu um bom roteiro. Em vez de conexões lógicas ou reflexão dramática, as cenas se juntavam sem razão, muitas vindas de sonhos que teve na infância ou durante a depressão.
No filme, um casal em luto pela perda do filho se retira para o “Éden”, um chalé isolado na floresta, onde tenta curar suas feridas e reparar um casamento em dificuldade. Mas a natureza toma as rédeas, e as coisas só pioram. Anticristo está longe de ser um dos grandes filmes do diretor. As cenas vão do sublime (o prólogo em preto-e-branco) ao trash mais patético. Para o diretor, mais do que um filme, é uma vitória sobre sua própria crise.
Qual o sentido de Deus em seus filmes?
Nenhum. Deus não existe. Meus pais sempre foram ateus. Hoje, é como se eu pudesse devolver a Deus algumas coisas que aprendi sobre ele, e assim colocar minha vida em ordem.
