sexta-feira, 27 de março de 2009


21

Todo aniversário a gente acaba lembrando do dia do nosso nascimento. Queremos saber a que horas nascemos, como foi, qual outro nome que poderia ter recebido... Se você não costuma pensar nisso, numa coisa você será como eu: todos nós nascemos de cabeça para baixo. Não sei explicar cientificamente o porque, (e talvez haja até exceções) mas todos viemos ao mundo de ponta-cabeça. Isso tem me intrigado.

Será que é por isso que, mesmo após vinte e um anos, eu vivo com a mente mais voltada para as coisas desta maldita terra do que para as coisas do excelso céu?! Como vou caminhar com o Deus de todos os céus e ouvi-Lo falar de coisas celestiais com uma mente podre pobre terrena, com o pensamento voltado para preocupações e atividades da breve vida neblina que levo aqui?!

"Mantenham seus pensamentos nas coisas do alto e não nas coisas terrenas." Colossenses 3.2

Descobri que é preciso girar 180º. Andar de cabeça para cima! Não tenho que entrar pela segunda vez no ventre de minha mãe e renascer, como indagou Nicodemos a Jesus (em João 3.4). É necessário nascer de novo sim, mas pela água e pelo Espírito. E é este o Espírito que faz a obra em mim. Por Ele encontro que ainda estou procurando - porque, seja lá o que for eu, eu não sou eu mesmo.

Todavia, por toda vida vou com muitos sonhos a realizar, livros e filmes a apreciar, anseios e gorjeios, descobertas a me esperar e mentes a compreender. Mas ainda tenho pouca idade, ônibus para pegar e muita vaidade para perder.

música:: Sem vaidade - Crombie: "Muitos sonhos por realizar / mas ainda temos pouca idade / Com a terra que sujou a calça / Vivemos sem vaidade."

filme:: Uma belíssima e inesquecível cena de um dos maiores do cinema: Charles Chaplin - interpretando Adolf Hitlet e o mundo em suas mãos.



Um vídeo sobre o novo ano para a juventude da minha igreja. Ainda precisa de alguns retoques, mas a prévia está aí. A trilha é de Hurtmold e Coldplay.

quarta-feira, 25 de março de 2009

A gente cansou de blá-blá-blás. A galera reunida em torno de um tema, debatendo e tirando dúvidas. Este é o Verbalize! Onde nem tudo é o que parece.

local: igreja batista aliança

Rodrigo Amarante cantando Evaporar. Este foi eu que filmei, no show do Little Joy em São Paulo no mês de janeiro.

domingo, 22 de março de 2009


Cinco jovens músicos de Niterói inspirados pelo amor de Cristo formam a banda Crombie.

Como eles mesmos definem seu som:
"É um carregador de sonhos um crombie de mochila e violão. Quem canta cantigas despretensiosas na vida não corre em vão. É o soar de som em sol. É atração por melodias singelas. Quem ouve com o coração. Na vida abre janelas."

O vídeo abaixo é da música Sem vaidade. Ouça mais da mpb do Crombie no MySpace deles - clique aqui.



sexta-feira, 20 de março de 2009


"[Jesus] Quando se levantou da oração e voltou aos discípulos, encontrou-os dormindo, dominados pela tristeza. "Por que estão dormindo?", perguntou-lhes." Lucas 22.45-46

Porque eu acredito no cristianismo.


Adaptado do livro de G.K. Chesterton, Ortodoxia.


- Por que você simplesmente não toma o que é bom no cristianismo, o que você define como valioso, o que se pode compreender, e deixa todo o resto, todos os dogmas absolutos que por sua natureza são incompreensíveis?

- Porque sou racional.

Ele ficou mais parado do que nunca, esperava eu continuar. Eu continuei:

- Gosto de ter alguma justificativa intelectual para minhas intuições. Quando estou tratando do homem como um ser decaído, é para mim uma conveniência intelectual acreditar que ele caiu; e eu acho, por alguma estranha razão psicológica, que posso lidar melhor com o exercício humano do livre-arbítrio acreditando que o homem dispõe dele.

- Por que você acredita no cristianismo?

- Pela mesma razão que te faz não crer. Acredito no cristianismo de modo totalmente racional, com base na evidência. Mas minha evidência encontra-se num enorme acúmulo de fatos pequenos, mas unânimes.

Não acabei por aí, e nem ele. Conversamos por mais um bom tempo. Ele, para quem a cruz era símbolo de morte e dor, e eu, que levo a cruz com significado de morte e redenção, somos e seremos amigos por toda a vida.

Já fizeram um vídeo da nova música de Lucas Souza, "Eu só penso em você" (mas só 2 min da música).

O grande mestre

"G.K. Chesterton conseguia apresentar a fé cristã com mais humor, bom ânimo e força intelectual do que qualquer outro no século passado. Com o mesmo zelo de um soldado em defesa do último reduto, ele encarava feras como Shaw, H.G. Wells, Sigmund Freud, Karl Marx e qualquer outro que ousasse explicar o mundo sem considerar Deus e sua Encarnação." Philip Yancey

Começei a ler Ortodoxia, livro de Gilbert K. Chesterton, no começo de maio do ano passado - centenário desta sua obra. E só agora finalizo a leitura. Como marco, deixo aqui alguns trechos deste que, com certeza, será um dos livros que terei que reler muito ainda nesta minha vida.

"O autor [G.K. Chesterton] tem o propósito de tentar explicar nao se a fé cristã pode ser abraçada, mas como ele pessoalmente passou a abraçá-la."

"A única desculpa possível para este livro é que se trata de uma resposta a um desafio."

"Um homem que se imagina ser um caco de vidro é para si mesmo tão sem graça como um caco de vidro."

"O livre-pensamento exauriu a própria liberdade."

"Eu sempre sentira a vida primeiro como uma história; e se há uma história há um contador da história."

"Realmente, se Jesus de Nazaré não era o Cristo, ele devia ter sido o anticristo."

"Exemplos bobos são sempre mais simples."

"Mas para o cristão, a existência é uma história, que pode acabar de qualquer maneira."

"Mas a Igreja cristã foi a última vida da velha sociedade e foi também a primeira vida da sociedade nova."

quinta-feira, 19 de março de 2009

chará!



Meu chará, Lucas Souza está de volta!! Seu novo cd de inéditas já está nas lojas! Seu terceiro álbum, Cidade do Amor, foi produzido no famoso estúdio Abbey Road - onde os Beatles gravavam suas músicas.

Confira todas as novidades no seu blog e ouça 2 músicas do novo cd em seu MySpace. E leia aqui uma resenha sobre seu cd no site Supergospel.

E dia 17 de abril, sexta-feira, tem show dele na Igreja Batista Ágape de Campinas, às 20h! Eu vou!

sexta-feira, 13 de março de 2009

quinta-feira, 12 de março de 2009


O observador

Quando criança costumava sentar no meio do quintal de casa. Aquela casa tinha um quintal bem grande, com uma parte de chão de terra e outra de chão de concreto. Tínhamos até uma pequena plantação de cana-de-açúcar. Ali eu passava extensas horas da tarde a contemplar os céus e suas nuvens. Quando não tinha nuvem era quando eu podia observar o que descobrira há dias. Eu via a Terra se movimentar. A Terra se movimenta de duas maneiras, a rotação e a translação. Aprendi isto na escola, e também que não é possível o ser humano sentir esses movimentos. Sentia-me um descobridor. Como Pedro Álvares Cabral, Colombo ou qualquer um daqueles grandes desbravadores que via na escola.

A propósito, dizem que, Colombo descobriu que o Planeta Terra não era plano, como se pensava em sua época, ao observar um barco se desvanecendo pelo horizonte. Diante de uma situação extremamente inédita e exótica, é possível que o sujeito, mais que não a compreender, simplesmente não se atente nem a veja. Assim, talvez os índios da costa onde as naus dos europeu atracaram não viram a chegada das embarcações, mesmo de olhos abertos e de frente para elas. A visão só foi alcançada quando algum deles observou a estranha agitação do mar. Foi a partir de algo que lhes era conhecido que puderam experimentar a novidade. A diferença está no olhar, no observar.

Minha mãe, com certeza, deve ter achado no mínimo estranho um filho seu lhe dizer que estava vendo o Planeta Terra rodar. Ela me falou que era apenas uma ilusão por causa do caminhar das nuvens. Toda tarde, então, eu confirmava o que via, quando tudo se desanuviava. A Terra se movimentava sim... e eu a sentia. Um habitante do universo é o que me tornei a partir daquele momento. Alguém transcendente à atmosfera deste planeta, um ser vivente pertencente a algo muito maior do que já é imenso, a um além.

"Em seu grande poder, Deus é como a minha roupa; ele me envolve como a gola da minha veste." Jó 30.18


Amém!

quarta-feira, 11 de março de 2009

Trilogia da Escravidão

Estes três vídeos fazem parte do trabalho final de um curso da faculdade no semestre passado. O tema é o trabalho compulsório e foi apresentado nestes filmes-montagem de poucos minutos.

A Escravidão

A Abolição

A Escravidão Continua

terça-feira, 10 de março de 2009

quinta-feira, 5 de março de 2009

Descobertas infortúnias

Hoje descobri o que que será. O que será que será? Descobri não, revelaram a mim. Pois, será o amor. É o amor que será.

Carrego comigo há tempos esta música do Chico Buarque. Não por ouvi-la na íntegra várias vezes, nem por gostar muito da música dele, mas porque ela sempre está por aí, sendo levada por assovios, por vinhetas da televisão, pela memória... Mas o que nunca havia descoberto era o "que será" da indagação de Chico. Descobri, então, que preferia não ter descoberto. A descoberta me cativou menos que a ansiedade de descobrir.

Tudo isso me lembrou quando Larry Mullen Jr., baterista do U2, visitou a antiga casa de Elvis Presley. Depois, em entrevista, afirmou que preferia não ter visto tudo o que viu, e que o que trazia em sua mente sobre Elvis lhe era mais agradável de que tudo que tomou conhecimento ali ao ver sua casa, seu túmulo e memoriais.

E senti algo parecido ao entrar no site do poeta Carlos Drummond. Logo na página inicial tem um vídeo em que o poeta aparece, fala e recita. Demorou para eu conseguir assistir ao vídeo. Poder ver Drummond, assim tão real, tão próximo... era muito distante daquele guardado em mim. Antes ele era só as letras, as rimas, os sentimentos com o cheiro das páginas. Muita novidade para um dia só. Muita descoberta para uma mente só.

Escolhi não colocar a letra da música do Chico Buarque, nem o vídeo da entrevista de Larry Mullen e nem o vídeo de Drummond, pois seria muito impacto para um post só.

Do Make Say Think é uma banda instrumental de post-rock formada em 1995 por jovens canadenses.

terça-feira, 3 de março de 2009

Ronaldo convertido?


Jogador cristão do Santos, Roberto Brum, afirma que Ronaldo é uma pessoa triste e precisa conhecer a Cristo para alcançar a verdadeira alegria, que todo seu dinheiro não consegue comprar.

Leia mais e assista ao vídeo da entrevista de Roberto aqui.