quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Bobby Mcferrin improvisando com Richard Bona

"Se eu acalentasse o pecado no coração, o Senhor não me ouviria; mas Deus me ouviu, deu atenção à oração que lhe dirigi.

Louvado seja Deus, que não rejeitou a minha oração nem afastou de mim o seu amor!"

Salmo 66.18-19

Enquanto as águas se precipitam em forma de chuva Deus se adianta em sua misericórdia, que nasce a cada manhã. Cada nascer do Sol traz consigo o renovo da fidelidade de Deus, mas hoje parece que, junto com a chuva da noite, Ele quis vir antes e demonstrar seu amor fidedigno.

Será que o sacrifício de Jesus só valeu para nos trazer emoções e mais nada?!

gostar do caos


Deixa um pouco de caos pra mim!
Por favor, peço, imploro Deixa um pouco de caos pra mim
que eu quero curtir
no real o que passa na tevê

Deixa um pouco de confusão aí, hômi!
Deixa de besteira, pra que tanta ordem
que eu quero só ver
no real o que passa na tevê

E sentir nos próprios olhos
tudo o que o vidro impede de chegar
Deixa um pouco de real e de tevê pra mim

que eu só quero admirar.


quarta-feira, 29 de outubro de 2008

O cara!


Um vilão na novela da Globo "Paraíso Tropical", o histórico Capitão Nascimento do "Tropa de Elite" e nada mais e nada menos que Hamlet, na grandiosa peça teatral homônima de Sheakspeare. Esses são os trabalhos que o ator(-monstro) Wagner Moura fez só neste ano de 2008. E por isso, merecidamente e de lavada, ele foi eleito o Artista do Ano (premiação organizada pela revista Bravo!). O baiano é arretado!

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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Carta para Deus

"Nunca me interessei muito em escrever, não que não gostasse, mas sempre preferi falar mesmo (rs...), ou apenas pensar. No entanto, certa vez, quando lia um livro de Philip Yancey - O Deus (in)visível -, ele citou que em uma determinada época fez parte de um grupo de debates, no qual decidiram como exercício que cada um escreveria uma carta sincera a Deus e levaria à reunião seguinte.

Gostei da idéia, até mesmo porque fiquei encantada com o que ele escreveu, tanto que me motivou a tentar fazer uma também. Sabendo, é claro, que corro o risco de não ficar, nem de perto, tão boa quanto a dele, mas irei ao menos tentar.

Talvez começando assim: Irei direto ao ponto, mesmo porque sei que mesmo antes de percorrer meus dedos pelo teclado já desvendastes tudo, mas, permita-me continuar, preciso desabafar. Estou carente, Deus! E neste exato momento gostaria que uma vez na vida o substantivo "Deus" deixasse de ser abstrato e passasse a ser concreto. Espero que não se ofenda, pareço revoltada, mas não estou, é que, embora eu não tenha a menor dúvida de sua existência, queria poder lhe ver, de verdade, não somente nas coisas que faz, mas de tê-lo aqui sentado ao meu lado, "ao vivo e em cores", falando "em alto e bom som", do jeito dito "normal".

Afinal, por que tudo tem que ser do jeito "aparentemente" mais difícil? Têm tantas pessoas a quem gostaria de lhe apresentar, e quem sabe Você poderia mudar a história delas, como fez com a minha. Tenho medo que a minha medíocre vida não seja o suficiente para mostrar a sua grandeza e magnitude. Tudo bem, eu sei, nem tudo deve ou pode ser como eu quero, mas enquanto isso, poderia me fazer mais um favor (embora eu não esteja em condição de pedir?).

É que a pergunta do Philip Yancey ecoa em minha mente, a que diz: "o que devo fazer para te deixar mudar minha essência, minha natureza, para que eu fique parecido contigo?" Será que isso é possível? (às vezes parece mais fácil crer no impossível - atravessar o Mar Vermelho...)Esta é minha oração, Senhor! Quero crer que é possível fazer mais do que temos feito, e sermos absurdamente melhores do que temos tentado ser até agora, se é que temos. Ajuda-nos a crer no possível, Senhor!

Lu Ramalho - extraído do site do Underground

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Um grupo que faz humor com qualidade, inteligência e ainda com a assinatura de Jesus à la as novas peças de comédia que tão por aí no Youtube - Os Improváveis e Z.É.! Com vocês, Rato de Palco!

Segundo Tempo

"Mantínhamos um velho criado, cujo nome era Wright, trabalhando todos os dias, embora fosse pago por semana, mas ele fazia rodas por ofício [...]. Certa manhã aconteceu que, tendo uma carroça quebrado na estrada [...], o velho foi chamado para consertá-la no lugar em que o veículo se encontrava; enquanto ele estava ocupado fazendo o seu trabalho, passou um camponês que o conhecia, e o saudou com o cumprimento de costume: Bom dia, velho Wright, que Deus o ajude a terminar logo o seu trabalho. O velho levantou os olhos para ele [...] e, com uma grosseria divertida, respondeu: Pouco me importa se ele ajudar ou não, trabalho por dia."

Daniel Defoe, The Great Law of Subordination Considered


Será que sou dono do meu tempo? Não, pois não o criei. Não, pois não o recebi de presente. Comprei? Não. Também não, porque me foi imposto. Nasci sem saber o que era o tempo e continuei dando-lhe a mínima por um tempo. Será que fui saber o que era o tempo quando minha prima me ensinou, já aos 10 anos, a ver as horas no relógio de ponteiros? Ou será que foi quando ganhei meu primeiro relógio de pulso (que durou pouco tempo em mim antes de ser roubado num ponto de ônibus) ?

O que é real é que me vejo subordinado ao tempo, e ao tempo em forma de números digitais no display do celular. E fato é também que vejo gente presa ao tempo, já ignorante à ação dele em sua vida. E este tempo vem como urgência, como uma ambulância que precisa correr contra o tempo para salvar a vida de um acidentado. É o tempo da urgência, em que tudo já foi, já era, é pra ontem! E ai daqueles que insistem em se atrasar, ai daquele que não fizer tudo isso a tempo! Ai daqueles que escrevem muito no blog!! Parece que a pressa já pediu perdão à perfeição e estão se reconciliando...

Vê-se com maus olhos aqueles que não fazem nada. O tempo tem que ser um tempo útil, produtivo. O que você faz nas horas livres?, gosto de ler livros, ir ao cinema. Não se pode mais não fazer nada! Ócio? Que nada! Nega-se o ócio para ele virar negócio. Nem no meu domingo à tarde tenho um tempo livre de verdade, em que poderia simplesmente fazer nada. Porque ler um livro já é fazer alguma coisa, dormir é fazer alguma coisa. Digo fazer nada mesmo - mais nada que aquele nada que ainda pode ser alguma coisa.


Não sou livre do tempo. Não tenho tempo livre. Corro atrás do tempo o tempo todo - chega à noite e quero ter mais um pouco de tempo para fazer tudo aquilo que não deu tempo. O tempo é uma presa e um caçador invisíveis! Se quando vou orar, já olho antes quanto tempo vou levar no meu devocional; no final, quanto tempo eu gastei. Controlo-me para não perder muito tempo na frente da televisão ou do computado, e acabo perdendo tanto que desconfio que não o tenho ganhado mais.

Com Jesus já era outra história. Para Jesus não tinha mau tempo, e na verdade não tinha tempo nenhum. Assim como vimos que Deus não tem, ou se tem, é um tempo sem tempo - bem diferente do nosso. "Jesus saiu para o monte a fim de orar, e passou a noite orando a Deus." (Lucas 6.12) E nós, os discípulos, já estávamos no décimo sono a roncar, cansados de esperar tanto tempo.

Continua...

Cena de O Náufrago

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Tempo.


"Vou acordar para o tempo e para o tempo parar."

O tempo venta. E seu vento é para cada um de nós um sopro diferente. O tempo não se vê. Como o vento, apenas se sente. Tempo é percepção. É sentido. Para mim o dia passou rápido, para você cada minuto foi uma hora, para nós o ano voou e para ele demorou.

Desde o princípio havia tempo, "No princípio criou Deus...", há um marco, um começo e uma ação de Deus. Esta ação de Deus sucede à Sua existência, Deus já existia no começo e antes dele. Deus está fora do tempo... e dentro dele.

"Costumamos pensar que todo o universo e até o próprio Deus passam do passado para o futuro, como nós fazemos." Para suavizar esta abstração, pensemos num exemplo prático: escrevo as seguintes linhas, "Mary largou o trabalho e logo em seguida ouviu baterem à porta", eu, o autor, estou fora do tempo de Mary, ou seja, não lhe atingirá em nada eu escrever a primeira metade da frase, parar e pensar horas e horas sobre os pensamentos de Mary, voltar e escrever a segunda metade da frase. As horas passadas nesta minha atividade não aparecerão no tempo da história de Mary. Este exemplo falha somente no fato do autor, que representa Deus, não pertencer ao tempo de sua criação (Mary), mas somente ao seu próprio tempo - Deus, porém, não pertence a nenhuma temporalidade.

"Deus não precisa se afobar no fluxo de tempo deste universo, assim como um escritor não precisa viver o tempo imaginário de seu romance."

Pensar em tempo é difícil (e às vezes chato, ou instigante) pois é pensar sobre o abstrato, é a abstração da abstração - e daí a mente se anuvia. Pensar em tempo é pensar em história. Toda história tem um tempo, todo tempo tem uma história - há um presente que pode ter sido influenciado pelo passado e que poderá mudar o futuro (ou não).

E Deus não tem tempo porque não tem história. Ter história é pertencer a um momento específico presente, conter coisas já intocáveis num passado e abster de algo que poderia ter mas se encontra num futuro - é submeter-se às possibilidades. E Deus "é tão absolutamente real que não pode ter" história. Se não ele perderia uma parte de sua realidade ao passado e deixaria de possuir outra pertencente ao futuro.

O papo de louco [baseado num livro de C.S. Lewis] sobre tempo, história e Deus continuará pois implica mais questões interessantes como, "Como fica meu livre-arbítrio, sabendo que Deus sabe o que irei fazer daqui a pouco?", "Por que sou tão dependente de meu tempo ao ponto de não conseguir ter um tempo-livre?", ou até "O tempo já parou alguma vez?".

Parafuseiam e um bom tempo de fim de semana a todos!

1. O Vento - Los Hermanos; 2. Do the Evolution - Pearl Jam; 3. O Tempo - Oficina G3

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Dia do Professor

Parabéns a todos vocês professores! E obrigado, muito obrigado, professores meus, que me ajudaram a ver e a compreender melhor a todos nós.

Apresento em vídeo, uma simples homenagem aos professores.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Curtindo a vida Adoidado


A velha questão não demorou para aparecer na roda:

O que você faria se soubesse o dia da sua morte? Como seria sua vida até este dia?

É... pois é, realmente faz pensar. Mas aquele pensamento meio vago, sem rumo, que desanuvia. Logo eu pensei:

Se fosse amanhã o dia da minha morte, eu teria aproveitado a minha vida?

A roda era porque a galera da igreja resolveu assistir filme no sábado, o filme eu que escolhera, bem despretenciosamente, chama Antes de Partir. É a história de dois senhores já na curva do Cabo da Boa Esperança (Jack Nicholson e Morgan Freeman) e que, sabendo que morrerão em poucos meses, resolvem fazer tudo aquilo que as responsabilidades da vida os impediram de fazer - pular de paraquedas, visitar as pirâmides do Egito, fazer uma tatuagem e por aí vai.

A questão permaneceu pela noite, e se...

Não fosse eu olhar para alguns poucos anos atrás de minha vida e revivê-los em fotos e memórias dispersas por pouco eu poderia ter desconfiado que eu morreria infeliz amanhã e crente que não havia aproveitado bem (do jeito que eu queria) a vida.

Não fosse eu sair de casa de bicicleta no dia seguinte, domingo, e tomar uma chuva, como não tomava há anos (como aquela que tomei e gripei lá pelos meus 8 anos, ou como aquela chuva de Maringá que me molhou e também meus 3 amigos lá pelas tantas da madrugada), ainda jogar bola na pracinha do bairro e à noite arriscar tocar um instrumento novo eu poderia ter me entristecido em saber que morreria amanhã sem ter curtido tudo o que Deus tinha me dado.

"Até os jovens se cansam" disse Isaías (40:30) e não fosse eu ler e descobrir este versículo e também o seguinte eu teria continuado minha vida em desânimo e monotonia e não me alegrado em saber que tenho sim aproveitado a vida com tudo o que ela pode me oferecer e sabendo sempre que em tudo irei prestar contas ao meu Deus.

E mais que 'não fosse eu', confissões e confusões se não fosse Ele ter sido gente aqui na Terra e morrido por mim eu não teria sentido. Não fosse Jesus me descobrir eu ainda estaria com os olhos cobertos e a vida sem norte. Mas o que não foi não é e carpe diem!

Filme - Curtindo a Vida Adoidado (na íntegra, 1h42min e na dublagem clássica da Sessão da Tarde)

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Eu não tenho...




"- Não fala 'Eu não tenho.'! Fala 'Não posso ajudar.', mas não fala 'Eu não tenho.'! Esse 'Eu não tenho.' irrita o pobre!!"

Pois é, ouvi isso de um senhor que me pedia dinheiro na rua.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Quem tem ouvidos ouça!

"Todas as árvores do campo saberão que eu, o Senhor, faço cair a árvore alta e faço crescer bem alto a árvore baixa. Eu resseco a árvore verde e faço florescer a árvore seca." Ezequiel 17.24